“A Igreja sempre defenderá a vida”, afirma o arcebispo de Lima

Cardeal Juan Luis Cipriani
Cardeal Juan Luis Cipriani

Lima (Segunda, 19-10-2009, Gaudium Press) Como parte da discussão sobre a legalização do aborto e da eutanásia no Peru, o arcebispo de Lima, dom Juan Luis Cipriani, reiterou, no último sábado (17) durante seu programa radiofônico Diálogo de Fé, o apoio da Igreja à defesa da vida e ofereceu assistência às mulheres em risco de aborto.

O arcebispo de Lima disse que a vida é um grande valor e pediu para não que não se abra a “porta falsa” que pede permissão para introduzir silenciosamente o aborto porque, “como sabemos no mundo, o aborto tem vindo para destruir a sociedade”.

“A Igreja e os bispos, todos unidos, sempre defenderão a vida e, neste caso, a vida dos mais inocentes”, disse o arcebispo.

Cardeal Cipriani afirmou que a Igreja buscará instituições que acompanhem essas mães para que não abortem e sim acolham estas criaturas, já que não têm meios financeiros para ir adiante.

“Cinquenta por cento dos fiéis da Igreja são mulheres. Assim, sempre tenho visto, estudado e experimentado que a mulher é muito mais forte que o homem e que alguns desses abortos são pelo machismo que ainda impera o país”, disse o arcebispo.

Dom Cipriani observou que a Igreja não é reacionária e que todas as ciências dizem que “a partir do momento da fecundação”, encontram-se presente todos os elementos que poderiam ser chamados de “princípio de uma vida independente”.

“Quando falamos de proteger a vida não estamos plantando nenhuma questão reacionária, estamos na vanguarda do que a ciência nos diz”, reitera.

Por fim, o prelado fez um apelo a consciência dos fiéis ao dizer que o “aborto é um assassinato” e que tal atitude deixará uma “marca interior muito grave”.

Manifestação antiaborto na Espanha

Mais de 1 milhão de pessoas participaram, no último sábado (17), em Madri, de uma manifestação convocada pela Igreja Católica em protesto contra o projeto de lei que visa reformar a lei do aborto na Espanha, o que facilitaria a interrupção de uma gravidez indesejada, informou a BBC Brasil.

O projeto de lei prevê que qualquer mulher possa terminar uma gravidez indesejada até as 14 semanas de gestação e que adolescentes de 16 anos e 17 anos vão poder se submeter a abortos sem a exigência da aprovação por escrito dos pais.

Ela também acabaria com a penalização criminal às mulheres que abortem fora dos prazos concedidos e permitiria, ainda, que as farmácias vendam sem receita a pílula do dia seguinte.

O governo espanhol argumenta que, se aprovada, a nova lei do aborto vai garantir o respeito aos direitos das mulheres e que qualquer pessoa que queira interromper uma gestação receberá, primeiramente, informações sobre as alternativas possíveis, incluindo a ajuda do Estado às novas mães.

Autor: Gaudium Press

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