Momento Santo do Dia. Hoje, São Solênio, Bispo

São Solênio, ao que parece, foi o décimo-terceiro bispo de Chartres, e o seu pontificado acha-se colocado em fins do século V ou princípios do século VI, já que o seu sucessor, Santo Aventino, assistiu ao concílio de Orleans no ano de 511.
Segundo uma legenda, São Solênio foi feito bispo de Chartres por Clóvias, em virtude da reputação de santidade, reputação essa que lhe adveio depois que curou um homem mudo e cego.

Diz-se que, quando soube que o rei queria elevá-lo à dignidade episcopal, fugiu, deixou a cidade, indo, humildemente, esconder-se numa caverna retirada. Como não fosse encontrado, Aventino, então, arcediago, foi escolhido para substituí-lo.

No dia seguinte da consagração, Solênio calculou que podia deixar o refúgio, E saiu, apareceu pela cidade. Ora, o povo, ao vê-lo, cercou-o, alegre e ruidosamente, e obrigou-o a aceitar a dignidade, fazendo com que os consagradores lhe conferissem o episcopado.

Assim, ficou Chartres com dois bispos, mas Aventino concedeu-lhe o lugar, e, por Solênio, foi indicado para a região de Chateaudun, onde esperaria o momento de sucedê-lo.

São Solênio foi conselheiro acatadíssimo pelo rei, falecendo depois de doze anos de episcopado, a 24 de setembro dum dos primeiros anos do século VI.

Conta-se que um prisioneiro, que estava ferido, milagrosamente, só por tocar o corpo do santo, foi curado.

A legenda não indica em que lugar o santo bispo foi enterrado, Gregório de Tours, todavia, no seu À Glória dos Confessores, conta que a tumba foi descoberta miraculosamente.

Um dia, dois possessos vindos da basílica de São Martinho de Tours, começaram a gritas, enquanto, com as mãos, iam batendo num determinado lugar. Diziam, em altas vozes:

– Aqui repousa o bem-aventurado Solênio, numa gruta, escondido. Descobri-o, ponde tapetes, acendei círios, que isto será um grande bem para o país!

E, com as unhas, num tremendo afã, iam cravando a terra.

Com efeito, encontraram o corpo dum homem que os dois afirmavam ser o de São Solênio. Nem bem o fizeram, foram ambos curados, assim como uma grande multidão de enfermos.

(Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XVI, p. 443-444)

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