Um dia inesquecível: Primeira Comunhão

Napoleão Bonaparte, famoso general de grandes conquistas, dizia que o dia mais feliz de sua vida foi o da Primeira Comunhão. Por que a escolha do dia de sua primeira eucaristia ao invés de uma vitoriosa batalha?

Nosso Senhor Jesus Cristo, em sua divina sabedoria, criou um meio de manifestar sua bondade de uma modo extremo instituindo o Sacramento da Eucaristia, como ele próprio disse: “Minha alegria consiste em estar com os filhos dos homens” (Pr 8,31). Assim, Ele se faz presente em nossas vidas, amparando-nos em nossas dificuldades, e nos convidando continuamente para o verdadeiro caminho.

Ontem, na sede dos Arautos em Joinville, houve uma Missa solene com 1ª comunhão, na qual estiveram presentes também os integrantes da paróquia Santo Antônio.

Para receber ao Santíssimo Sacramento, é preciso ter a consciência limpa, ou seja estar com a alma em ordem, em paz com Deus, e ter bem presente o que ensina a Santa Igreja a respeito deste sublime sublime Sacramento. O leitor  saberia exatamente explicar o que é a Eucaristia?

Como se define?

Sacramento que contém verdadeiramente o Corpo e o Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, real e substancialmente presentes sob as espécies ou aparências de pão e vinho.[1]

Quando foi instituída?

Nosso Senhor Jesus Cristo claramente prometeu a Eucaristia na sinagoga de Cafarnaum ao dizer: “Eu sou o pão vivo que desceu do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão, que eu hei de dar, é a minha carne para a salvação do mundo” Jo 6, 51.

Esta magnífica promessa de Nosso Senhor cumpriu-se no dia da última Ultima Ceia. Terminada a mesma, Ele tomou o pão, deu graças, o partiu e deu a seus discípulos, dizendo: Tomai todos e comei: isto é o meu Corpo que será entregue por vós. Do mesmo modo, tomou também o cálice, deu graças novamente, e o deu a seus discípulos, dizendo: Tomai todos e bebei: este é o cálice do meu Sangue, o Sangue da nova e eterna aliança, que será derramado por vós e por muitos para remissão dos pecados. Fazei isto em memória de Mim.[2]

Quais são a matéria e a forma?

A matéria é o pão de trigo e o vinho do fruto da videira.

A forma são as palavras “Isto é o meu Corpo” e “Este é o cálice do meu Sangue”.[3]

Quem é o ministro?

O Sacerdote.

Quais são os seus efeitos?

Na alma:

1º Conserva e aumenta a vida sobrenatural, que é a graça, assim como o alimento material conserva e aumenta a vida do corpo.[4]

2º Une-nos intimamente a Nosso Senhor Jesus Cristo, já que Ele mesmo disse: “Quem come a minha Carne e bebe o meu Sangue permanece em mim e Eu nele” Jo 6,56.

3º Une-nos intimamente a todos os membros do Corpo Místico de Cristo.

4º Apaga

os pecados veniais e preserva dos mortais.

5º Aumenta as virtudes teologais, sobretudo a caridade.[5]

No corpo:

1º Ao aumentar a caridade, enfraquece indiretamente a concupiscência (tendência para o pecado ou inclinação para o mal).

2º Confere o

direito à ressurreição gloriosa dos corpos, conforme a promessa de Nosso Senhor: “Quem come a minha Carne e bebe o meu Sangue tem a vida eterna; e Eu o ressuscitarei no último dia” Jo 6,54. [6]


[1] Cf. II Catecismo da Doutrina Cristã. 112 ed. Petrópolis: Vozes, 2003.

[2] Cf. Mt. 26,26-28; Mc. 14, 22-24; Lc 22,19-20.

 [3] Cf. Royo Marin, Antonio, o.p. Teologia moral para seglares: Sacramentos. 5 ed. Madrid: BAC, 1994, v. II.

[4] Cf. II Catecismo da Doutrina Cristã. 112 ed. Petrópolis: Vozes, 2003.

[5] Cf. Royo Marin, Antonio, o.p. Op. Cit.

[6] Cf. Boulenger. Doutrina Católica: meios de santificação. São Paulo: Paulo de Azevedo, 1927, v. III.

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