Uma visita inesperada…

Nossa Senhora do Carmo resgata almas do Purgatório

Enquanto rezava em sua cela, numa tarde fria e nevada de inverno, presencia o Padre Pio algo inusitado.  A presença de um grave ancião, de roupas rústicas e campesinas, barbas e face enrugada, lhe deixa perplexo. “Como poderia ter ele entrado no convento e aqui em minha cela, sem que fosse impedido?” – perguntava-se.

Passado o susto inicial, interpela o santo:

– Qual seu nome? O que procura aqui?

– Chamo-me Pietro Di Mauro – responde o vetusto homem – Morri neste convento em 18 de setembro de 1908, quando aqui ainda era uma casa de ajuda aos pobres. Enquanto fumava um cigarro deitado em minha cama, por um descuido, adormeci com o cigarro aceso. Meu colchão, e depois todos os móveis de meu quarto pegaram fogo ao contato com o cigarro, e eu morri queimado e sufocado pela fumaça.

Os olhos do homem fitavam profundamente o Padre Pio, na esperança de ser por ele entendido. E continuou:

– Pela graça de Deus, salvei-me. Porém, fui para o purgatório, onde estou até hoje! Deus permitiu que eu aqui viesse para lhe pedir ajuda. Preciso de uma só Santa Missa para ser libertado!

Sem mais delongas, responde o Padre Pio:

– Esteja certo de que celebrarei a Santa Missa por sua libertação!

Dito isto, Padre Pio o acompanha até a porta e vê o ancião desaparecer misteriosamente. Esse fato se deu no ano de 1922.

Este é um dos inúmeros exemplos que existem acerca da necessidade que tem as almas do purgatório de nossas orações e obras meritórias. Estas, e antes de tudo a Santa Missa, lhes servem de refrigério, aliviando suas penas e permitindo-as entrar no Céu.

Desde os primórdios do cristianismo, se tem a prática de rezar pelos falecidos, onde os cristãos visitavam os túmulos dos mártires para impetrar por aqueles que já morreram. A partir do século XIII a Igreja consagra o dia 2 de novembro como o Dia dos Fiéis Defuntos, na intenção de que toda a Igreja Militante se una em memória deles, especialmente daquelas que padecem no purgatório.

Momento oportuno, portanto, para se lembrar de todos os nossos parentes e amigos que morreram na esperança de um dia estar gozando as delícias do Céu.

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