A matemática do universo

Representação medieval de Deus como o geômetra do universo

A perfeição com que Deus criou o universo causa admiração a todo aquele que o contempla. Pela beleza da Criação e sua ordem, chega-se a vislumbrar um pouco da beleza de Deus. Em particular, os astros, planetas e estrelas sempre suscitaram a curiosidade dos homens ao longo dos séculos. Um fato serve para demonstrar a admirável geometria do universo.

Em 1821, astrônomos verificaram que a órbita do planeta Urano, o sétimo planeta do sistema solar, não coincidia com o previsto por cálculos matemáticos. A partir desta evidência numérica, supuseram então que algum outro planeta, mesmo que até o momento desconhecido a eles, estivesse alterando a órbita de Urano, devido a uma interação gravitacional.

Tendo, portanto, como único fundamento os números e sem nenhuma comprovação empírica e visual do suposto corpo celeste, o astrônomo francês Urbain Le Verrier debruçou-se sobre a questão. Com complexos cálculos, Le Verrier conseguiu determinar com exatidão quase perfeita a posição do misterioso planeta.

Somente meses depois é que se conseguiu finalmente visualizá-lo, chamado a partir de então Netuno. E realmente estava lá, em sua órbita solitária, somente um grau além de onde havia previsto o astrônomo francês. Netuno foi então descoberto antes mesmo de ser visto, graças a ordem posta por Deus no universo ao criá-lo. Tudo tem seu lugar no cosmos, e a perfeição das várias partes que o compõem exalta a sabedoria divina.

Como bem disse São Tomás, é próprio da bondade divina conduzir o universo criado por Ele à perfeição, e por isso o governa. Colocou os astros no firmamento e os dirige com perfeição matemática.

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