“Tudo posso Naquele que me dá forças!”

Quem passar pela região de Forsand, no sul da Noruega, terá a oportunidade de admirar inúmeras belezas. Várias montanhas levantam-se imponentes no horizonte e lagos e rios de um azul celestial banham seus sopés, unindo numa só paisagem a austeridade das montanhas à candura das águas cristalinas. Mas há algo também que chama a atenção, mais por sua singularidade que por sua beleza.

É uma rocha que encontra-se suspensa entre duas montanhas a mais de 700 metros do solo, como pode ser visto na foto. O que a impede de, sob o efeito da força da gravidade, cair e despedaçar-se no solo é simplesmente a pressão que esses dois paredões de pedra exercem sobre ela.

Este fenômeno da natureza permite-nos uma analogia com algo que se dá na vida espiritual de todo homem.  Há momentos em que a alma parece perder o solo que tem sob seus pés. Inúmeras provações e dificuldades lhe tiram a paz, levando-a ao desânimo. Perseverar na prática das virtudes se torna penoso, e a simples perspectiva do futuro, ao invés de ser estimulante, torna-se aterradora.

Nestes momentos o que nos mantém unidos a Deus e nos impede de cair na ignorância de

 nossa miséria é um ato de confiança e de esperança, é a Fé e o amor a seus mandamentos e, antes de tudo, o desejo que Deus tem de nos salvar. É como a rocha acima que, mesmo não tendo nada em que se apoiar, está bem segura lá no alto. E, se pudéssemos atribuir graus de felicidade às rochas, poderíamos dizer: “Quantas estão na tranquilidade do solo, mas não são mais felizes que esta pedra. Esta, mesmo sujeita a um aparente perigo, possui ante si as belezas do panorama e a solidão do casto céu. E sua segurança não está em si, está na confiança naquelas que a sustenta.”

Devemos confiar sempre em Deus nas dificuldades, mesmo quanto tudo parecer perdido, pois é Ele quem quer nos sustentar. “Tudo posso Naquele que me dá forças”(Fl 4,13). Mesmo quando tudo parecer perdido, um ato de confiança pode nos garantir muito mais do que alcançaríamos por nosso esforço nos momentos de bonança. E lembrar sempre que, nossa verdadeira segurança está em Deus e na Igreja, e não em nós mesmos. A esperança plena em Deus é o que dará a verdadeira felicidade e liberdade.

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