“Até aí, morreu o Neves!”

céu morreu nevesRecentemente, em uma das costumeiras palestras para os alunos novos do Projeto Futuro e Vida, aconteceu algo curioso: Entre uma das notícias comentadas, surgiu a famosa expressão: “Até aí morreu o Neves”! E qual não foi o espanto, quando um dos alunos que se fazia presente (pelo menos de corpo) na reunião, levou certo susto, e comentou com outro: “Nossa! Morreu o Neves! Quem será ele?”

Surpresa para uns, e gargalhadas para outros. Mas de fato, esta é uma expressão usada popularmente, cuja origem, caracteristicamente brasileira, é pouco conhecida: Joaquim Pereira Neves foi assessor do Padre Feijó, durante o período do Brasil Império. Teve uma morte horrível, sendo decapitado pelos índios. Não se falava sobre mais nada na Capital – Rio de Janeiro, na época – a não ser da morte do Neves. E tanto se comentava isso, que as pessoas começaram a dizer: “Até aí morreu o Neves”, ou seja: “quero novidades”. A expressão significa que embora a morte do Neves seja um fato grave (alguém morreu), como ele representa apenas um ilustre desconhecido sem qualquer relação com os interlocutores, o fato não traz maior implicação, e pode ser ignorado.

Enriqueçamos cada vez mais nosso vocabulário e conhecimento, para desta forma, o desconhecimento de ilustres personagens, tais como o Conselheiro Acácio ou o Neves, não sejam obstáculo para bem acompanharmos as reuniões, conversas e etc, que nos ajudam no desenvolvimento cultural e espiritual.

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