Santa Missa da véspera do Natal do Senhor

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Depois do período das quatro semanas do Advento, a Missa da véspera do Natal do Senhor propicia que, na perspectiva da comemoração da chegada do Menino Jesus à meia-noite, as graças já comecem a se fazer sentir, enchendo de alegria os nossos corações. Estas graças, distribuídas no mundo inteiro em torno do altar, quando Ele vem até nós todos os dias na Eucaristia, tornam-se mais intensas nesta grande Solenidade na qual celebramos, litúrgica e misticamente, o Verbo que se fez carne entre nós, jubiloso acontecimento que nos é anunciado pelo cântico dos Anjos.

O Natal do Menino Jesus, máximo acontecimento em toda a História da criação, vem penetrado pelo pensamento da misericórdia, da bondade e do perdão concedido a quem pede. A Missa da Vigília, que dá início à Solenidade, traz este ponto à nossa lembrança, apresentando-nos uma genealogia na qual encontramos a marca do insuperável amor de Deus para com a humanidade. Ele nasce liturgicamente, mas desce também ao coração de cada um de nós. Entretanto, nós não podemos dizer-Lhe: “Vinde agora, Senhor, nascer dentro do palácio de meu coração!…”. Antes, para que Ele possa vir com todo esplendor, é preciso que nossa alma se reconheça como é: uma gruta fria, inóspita, oferecendo-Lhe apenas uma pobre manjedoura cheia de palha, símbolo de nossa miséria e de nossas deficiências, escolhidas por Ele para ser recebido e que tanto deseja transformar!

(Mons. João S. Clá Dias – Comentários ao Evangelho da Missa da vigília do Natal do Senhor)
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