“Mostrar-te-ei o caminho do Céu…”

Antônio Givre, o pequeno camponês que mostrou o caminho de Ars a João Batista Maria Vianney

Um pequeno pastor estava a guardar suas vacas e ovelhas, na região de Dombes, França, quando vê ao longe, sob o alaranjado do entardecer, algo que lhe suscita à curiosidade. Uma pesada carroça vinha lentamente na direção do cruzamento que havia alguns metros à frente.

A quantidade de coisas em cima dela lhe causa espanto. Mesa, cama, fogão e também alguns pacotes de livros, tudo ali mais ou menos organizado. Atrás da carroça, com passos cansados, vinha uma senhora já de idade e um padre de 32 anos. Este padre era João Batista Maria Vianney, o futuro Cura D’Ars.

O sacerdote, ao vê-lo, aproxima-se e, com um belo sorriso, lhe pergunta:                     – Poderia me indicar o caminho para Ars, pequeno?

O menino, o olhando com admiração, não hesita em responder, apontando para uma pequena vila que já se fazia difícil de enxergar.                                                                               – É para lá, caro Padre, sempre à direita.

São João Batista Maria Vianney olha admirado para a pequena vila, ajoelha-se e reza, profundamente comovido. Seria ali que passaria seus próximos 41 anos. Seria ali que viveria inteiramente devotado às almas, cumprindo fielmente sua vocação sacerdotal, sendo lembrado em todo o orbe como o Santo Cura D’Ars. Já parecia saber ele que aquela paróquia não poderia conter todos aqueles que mais tarde para ali iriam. E, como num gesto de agradecimento, se volta ao menino:                                                                                   – Qual seu nome, meu pequeno amigo?                                                                                           – Antônio Givre, caro Padre – responde o menino, fitando profundamente o rosto do santo.

Ao que o venerável sacerdote o responde com uma frase que marcaria o início de seu apostolado em Ars:                                                                                                                              – Tu mostraste-me o caminho de Ars… Um dia hei de mostrar-te o caminho do Céu.

Curiosamente, Antônio morreu alguns dias depois de João M. Vianney, cumprindo-se perfeitamente as palavras do santo.

 Assim quis a Providência unir o destino da pequena vila de Ars com esse singelo encontro. Sabia Antônio Givre ou não, o certo é que ao longo de toda a sua vida em Ars, o Santo mostrou o caminho do Céu não só a ele, mas a milhares de pessoas que afluíram para lá, em busca de confissões, missas e direção espiritual. Todo o seu zelo para com seus paroquianos fez dele o Padroeiro de todos os párocos do mundo e o modelo de sacerdote.

 Neste 4 agosto, celebra-se não só a Festa de São João Batista Maria Vianney, mas também o Dia do Sacerdote. Rezemos por todos os sacerdote do mundo, homens dados por Deus para nos mostrar o caminho do Céu.

“Ah! Como o padre é qualquer coisa de grande! O padre só poderá ser compreendido no Céu. Se o compreendêssemos neste mundo, morreríamos – não de terror, mas de amor…”

 São João Batista Maria Vianney

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