Exemplo para o natal

 

Conta-se nas crônicas da Ordem de Cister, que um monge de Brabante ouviu o gemido de uma criança recém-nascida, enquanto atravessava à noite por uma floresta. Era noite de natal.

 O monge caminhou para o lugar de onde vinha a voz e percebeu no meio da neve uma bela criancinha que tremia de frio e chorava. Movido de compaixão, o religioso apeou do cavalo e aproximando-se da infeliz criança, exclamou:

 “Menino, como é que te achas assim abandonado na neve chorando e morrendo de frio?”

 Então ouviu uma resposta:

 “Ah, como posso deixar de chorar vendo-me abandonado de todos, não havendo quase ninguém que me acolha e se compadeça de mim?”

 A essas palavras o Menino desapareceu, dando-nos a entender que era o nosso divino Salvador, e que, por essa visão, quisera queixar-se da ingratidão dos homens que, sabendo que Ele nasceu numa gruta por seu amor, o deixam chorar sem terem dele a menor compaixão.

 Não deixemos que o Menino Jesus chore neste natal. Lembremos que o que mais Lhe agradaria seria ver nossa alma pura, para que assim Ele nela pudesse nascer e fazer dela sua morada.

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